CRISE MILITAR NO MALI: BASES TOMADAS, LIDERANÇA SOB ATAQUE E REGIÕES EM CONFLITO GENERALIZADO
Registra-se uma ofensiva simultânea de larga escala conduzida pelo FLA (facções separatistas tuaregues) em coordenação com o grupo JNIM, afetando múltiplas regiões do Mali. O cenário indica combates ativos e expansão territorial em áreas estratégicas do norte e centro do país.
A cidade de Kidal estaria majoritariamente sob controle do FLA+JNIM, com consolidação de posições e ocupação de estruturas militares. Também há registros de combates em Tessalit e Anefis, indicando continuidade do avanço na região norte.
No centro do país, em Gao, há relatos de patrulhamento armado por forças insurgentes e confrontos com unidades militares malianas e elementos russos. A cidade é descrita como parcialmente contestada. Também foram registrados confrontos em Mopti e Ségou, sugerindo múltiplos pontos de pressão simultânea na região central.
Há informações de possível avanço de elementos insurgentes em direção ou dentro de áreas periféricas de Bamako, capital do Mali, o que indicaria uma ampliação significativa do alcance operacional do conflito.
Relatos indicam ainda a possível captura da base militar de Kidal, anteriormente associada a forças russas (Wagner/Africa Corps), com retirada de bandeiras do local.
No campo da liderança militar, há alegações não confirmadas de captura do Ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, além de danos à sua residência após ataque com veículo explosivo (VBIED). Também circulam relatos de morte do Chefe de Estado-Maior do Exército do Mali, Oumar Diarra, durante combates em Kati.
O FLA teria emitido ameaças direcionadas ao Níger e Burkina Faso, indicando possível extensão do conflito para países vizinhos do Sahel.
O cenário geral aponta para múltiplos eixos de ataque simultâneos, pressão sobre centros urbanos, bases militares e estruturas de comando, com situação em evolução contínua.